sábado, 16 de abril de 2011

DANIEL BERG E GUNNAR VINGREN DEVEM TER SE INSPIRADO EM CAREY

A África, América Latina e as Ilhas do Pacífico já não são as mesmas.

Willian Carey disse que para conhecer a vontade de Deus, precisamos de uma Bíblia aberta e um mapa aberto. Ao seguirmos as recomendações desse grande missionário, olhando além das nossas fronteiras, vemos que os últimos cem anos marcaram uma difusão das Boas Novas jamais vista na História.

O Cristianismo, que durante séculos foi retratado como ocidental, massificado no hemisfério norte, teve seu ponto de gravidade deslocado para o hemisfério sul e oriente nesta década. Tal mudança considera não somente o número de aderentes, mas o de instituições e de liderança.

O histórico Congresso Edimburgo 2010, realizado em junho na capital escocesa, é uma amostra dessa transição. Se na primeira edição em 1910, as delegações eram expressivamente compostas de missionários norte-americanos e britânicos, nesta houve uma miscigenação, com a participação e “voz” de líderes de todos os continentes.
Em pauta estava o quadro atual de missões mundiais e o lançamento do Atlas do Cristianismo Global, organizado pelos pesquisadores norte-americados Todd Johnson e Kenneth Ross.
Imagine que eles analisaram os principais movimentos cristãos entre 1910 e 2010, seja em oferta de evangelismo, tradução de Bíblias, presença missionária e cristã, perseguição, produção de programas em rádio e TV, implantação de igrejas, contato entre cristãos e não cristãos e outros.

Usaremos algumas das constatações do Atlas a fim de entender a configuração global do cristianismo,
Em 1910, 90% de todos os cristãos mundiais moravam na Europa e América do Norte. Contudo, foi a partir desse período que a difusão começou a ganhar força e atualmente, a maioria cristã concentra-se na África, Ásia e América Latina.

Na África, por exemplo, estima-se 9,4% de toda a sua população confessavam a Cristo como Salvador em 1910. Hoje são 47,9% .

Uma dos crescimentos mais fenomenais deu-se na parte central, onde em cem anos a porcentagem cresceu de 1,1% para 81,7%. Não estamos falando aqui somente de números, mas da chegada da mensagem de esperança e da única justiça que pode causar transformação para nações.
Mais distante, nas Ilhas do Pacífico, as Boas Novas estão sendo recebidas de forma surpreendente. Enquanto 15,4% da população se denominava cristã em 1910, em 2010 são 91,4%.
Mediante essa transição, começamos a perceber paralelamente que antigas áreas receptoras de missionários em 1900, atualmente se transformaram em importantes centros de envio de obreiros para às nações.


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