quarta-feira, 18 de maio de 2011

DICAS PARA QUEM VAI AO TEATRO

Vá ao teatro..

Publicação: 13 de Maio de 2011 às 00:00



Tádzio França - repórter

Educação é bom e todo mundo gosta. Mas na hora de pôr isso
em prática é que os problemas aparecem. Ocasiões de lazer
são as que mais evidenciam a falta de traquejo social de
uma parte do público para dividir espaço com outras pessoas.
Todo mundo tem um caso para contar de quando um celular
tocando ou um bate-papo fora de hora atrapalharam sua visão
de uma peça teatral, show, ou filme.

É difícil apreciar uma obra entre sons exagerados de mastigação,
pisadas no pés, gente exaltada aos gritos, buchichos, e silhuetas se
movimentando diante do palco/tela. Para alguns casos, há regras;
para outros, bom senso e educação. Com respeito e um pouco de
informação, a sessão de teatro, música ou cinema pode ser melhor
para todos. 
adriano abreuNotei que a plateia aqui se habituou ao riso. Mesmo em dramas, vejo gente rindo nas peças. No momento de chorar, as pessoas gargalham e atrapalham as outras


Notei que a plateia aqui se habituou ao riso. Mesmo em dramas, vejo gente rindo nas 
peças. No momento de chorar, as pessoas gargalham e atrapalham as outras


Pontualidade X jeitinho 
Depois que a luz da plateia apaga e o palco se ilumina, ninguém 
mais entra. Em dez anos de atividades, a Casa da Ribeira ficou
 conhecida pela pontualidade e rigidez com que trata a abertura
 dos seus espetáculos. O público habitual entendeu e segue à risca.
 “Nós incutimos isso na cabeça da nossa plateia, através do hábito. 
Foi uma imposição sem forçação”, diz o diretor artístico Henrique 
Fontes. Quando o público não é o de habitués, acontecem os 
imprevistos. “Nos projetos para formação de platéia, com gente que 
não frequenta teatro regularmente, as pessoas são mais desatentas
 a horários, buchichos e celulares ligados. Como se vê, é questão de 
hábito”, afirma.

A questão do atraso para o público da Casa da Ribeira já rendeu várias
 situações inusitadas. “Certa vez, o filho de uma pessoa que estava se
 apresentando chegou depois da hora. Não deixamos entrar, e o moço 
ficou irritado. Após muitos gritos e xingamentos, ele ligou para o pai, 
levou uma bronca dele e foi embora”, conta Henrique. Para o produtor, 
infelizmente, a cultura do jeitinho brasileiro ainda é recurso muito 
usado. “A maioria das pessoas finge seguir as regras, mas quando se
 sente prejudicada pelo próprio erro, fica revoltada. Mas regra é regra,
 serve para todos”, enfatiza.

“Temos regras. Mas as pessoas adoram não segui-las”, diz com humor 
Dione Caldas, diretora do Teatro Alberto Maranhão. Desde que assumiu
 a diretoria, ela tem feito questão de fazer valer a proibição de entrar
 na plateia com comida e bebida. Lanchinho, só no pátio externo.
 “É uma medida importante para preservar as cadeiras, que podem 
ser manchadas e sujas pela oleosidade. Os nossos indicadores de
 assentos observam isso, principalmente nas peças infantis”, diz.

O centenário TAM possui a “vantagem” de ser bastante generoso com 
os retardatários: concede 30 minutos de tolerância para entrar após o 
espetáculo começar. “Temos três toques de aviso. No terceiro, o ideal
 seria que todo mundo já estivesse acomodado nas poltronas. Mas sempre
 há aqueles atrasos habituais, não é? O ideal seria 15 minutos de tolerância, 
mas vimos que é preciso de ainda mais tempo...”, fala. Dione lamenta 
que não seja possível manter o silêncio que o ambiente exige em ocasiões
 como shows de música, por exemplo. “A educação vem de casa. Não
 temos controle sobre isso”, afirma.

O Teatro Riachuelo costuma prezar pela pontualidade. “Abrimos as portas 
cerca de uma hora antes da apresentação começar, para que o público 
possa se acomodar e não causar tumulto”, afirma a assessora Juliana Corbari. 
Muitas vezes, a exigência com a pontualidade e regras de comportamento 
vêm do próprio artista ou companhia teatral. “Alguns grupos exigem
 pontualidade  total, sem tolerância para atrasos. O pessoal do ‘Melhores 
do Mundo’, por exemplo, exibiu na abertura um vídeo que pedia às 
pessoas que desligassem celulares e câmeras. Mas é difícil controlar isso.
 Vai do bom senso de cada um”, diz. Segundo ela, a tolerância com atraso 
é maior em dias de shows de pista. 

Para quem está do outro lado da plateia, a situação pode ficar ainda mais 
incômoda. O diretor teatral João Marcelino considera a falta de respeito em
 vários níveis do espectador quanto a obra. “O atraso é ainda o que mais 
me incomoda. A plateia chegando a conta-gotas é muito chato. Acho que
 algumas pessoas querem chamar mais a atenção para si do que para o palco”, 
afirma. Falta de informação também é erro recorrente. “Há gente que vai ao 
espetáculo sem saber do que se trata. “Notei que a plateia aqui se habituou ao 
riso. Mesmo em dramas, vejo gente rindo nas peças. No momento de chorar,
 as pessoas gargalham e atrapalham as outras. Elas se acostumaram a ver 
sitcoms na TV e acham que teatro deve ser assim. É pura falta de informação”, 
analisa.

Mais uma vez, o diretor atribui o comportamento desregrado do público 
ao hábito. Ele exemplifica com o “Chuva de Balas no País de Mossoró”, 
uma peça a céu aberto que ele dirige há dez anos. “A peça rola num 
clima de quermesse, em frente à igreja, com famílias inteiras, gente 
em mesas e comendo. Mas o clima é ótimo, elas se envolvem totalmente
 na narrativa dramática. Tudo por questão de hábito. Elas sabem que
 aquela é a hora do show”, explica.

Alexandre Maia tem 25 anos de produção de shows musicais e teatrais. 
Para ele, o público de teatro local amadureceu muito – menos na pontualidade.
 “Teatro é uma coisa tranquila, apesar de que ainda é preciso aqueles 20
 minutos de tolerância para os atrasados”, brinca. Algumas ocasiões ainda
 exigem paciência, como nos shows com mesas. “Há sempre aqueles que 
exageram um pouco na bebida e ficam soltas até demais. Mas isso se
 resolve com uma conversa”, diz. Algo que costumava incomodar, as câmeras
 com flash, hoje normalizou com as máquinas digitais. “O problema é quando
 o artista exige nenhum registro. A Paula Toller, por exemplo, costuma ser 
bem ríspida com quem a fotografa ou fala quando ela está cantando”, lembra.

A produtora Juçara Figueiredo considera que a qualidade do show seleciona o
 público. Ela cita o Bossa Jazz, que trouxe o baiano Armandinho para tocar em 
show aberto em Mirassol. “Um evento cheio, mas sem confusão. Cerca de 
1.500 pessoas se divertindo, bem acomodadas, e curtindo sem problemas”, 
relata. Quando o assunto é teatro, ela destaca o fato de que o público adora
 poder interagir. “Por isso a plateia gostou tanto do DezNecessários, um
 grupo que exige a participação direta da plateia. Quando o público sabe 
o que ele vai ver, não dá problema”, diz.

Habituada a apresentações de MPB, a produtora Mônica McDowell acha
 que deveria partir das casas de espetáculo a exigência das regras de etiqueta. 
“Acho que um pouco de rigidez funcionaria. O público sai e volta a hora que quer.
Deveria ser algo permitido só durante intervalos. Como não há regras, ele se 
habitua a ser assim”, afirma. A produtora conta que já se pegou em várias 
situações de conflito devido a horários. “Quem chega na hora, quer ver o 
show na hora. Mas somos obrigados a adiar e esperar quem ainda não
 chegou”. Um impasse mais que comum. 

Para a pedagoga e professora de etiqueta social Laísa Palhano, é 
importante usar a gentileza em qualquer ocasião. “Em teatro e cinema,
 quando há incômodo, use a gentileza. Não dando certo, procure alguém 
responsável pelo local, evitando discussões, constrangimento e mal estar.
 A etiqueta tem o objetivo de trazer bem estar às pessoas”.

Etiqueta para um show melhor
Seja pontual. Procurar assento diante da plateia já acomodada é 
desconfortável para todos, e mais ainda para você;

Desligue o celular;

Informe-se antes sobre a peça/show/filme que irá ver. Melhora 
sua percepção diante da exibição e evita decepções e interrupções;

Se for a um show musical, não interrompa o artista no meio da canção 
para pedir “aquele sucesso”; cantar exige concentração.

Evite fotos e filmagens que produzam ruídos ou luz. Costuma atrapalhar 
o artista no palco;

Evite entrar com comida na sala de espetáculos. Pode sujar e danificar 
as cadeiras e o piso;

Não coloque os pés em cima do encosto das cadeiras, mesmo que o local 
esteja com poucos espectadores. É deselegante;

Se for rever peça de teatro ou filme, evite comentários para as outras 
pessoas que ainda não as viram. Não seja inconveniente;

Em caso de peças e sessões infantis de cinema, os pais devem instruir
 as crianças, antes de sair de casa, a evitar barulho em locais fechados, 
para não chamar a atenção de outras pessoas;

quanto mais as crianças se familiarizarem com os espetáculos, mais
 tranquilas ficarão; uma dica: provoque um bate-papo sobre o tema depois
 do espetáculo, na hora do lanche por exemplo);

Evite discussões e constrangimentos. Use da gentileza para resolver 
alguns casos; se não der resultado, procure algum responsável 
(gerente, diretor, funcionário) pelo local. 
Fonte: Tribuna do Norte, Natal/RN

terça-feira, 17 de maio de 2011

As 12 perguntas mais frequentes numa entrevista de emprego


Tem uma entrevista de emprego e não sabe o que vão perguntar? 
Nós daremos uma ajuda para saber o que responder. Leia com
atenção, treine e boa sorte!

1. Fale sobre si.
Esta pergunta é quase obrigatória em uma entrevista deemprego
deverá ser muito bem praticada para uma resposta sucinta, direta e, 
acima de tudo, que valorize o seu perfil profissional.

2. Quais são seus objetivos a curto prazo? E a longo prazo?
Seja específico e tente aproximar, de alguma forma, os seus 
objetivos aos da própria empresa. Respostas como "ganhar bem" 
ou "aposentar-se" são totalmente proibidas.

3. O que o levou a enviar o seu curriculum a esta empresa?
Aproveite esta deixa para demonstrar que fez o seu "trabalho de 
casa" e fale sobre a atividade da empresa e a forma como o 
posicionamento desta a torna uma empresa de elevado interesse
 para qualquer profissional. Naturalmente, para responder a 
esta pergunta, é preciso fazer previamente uma pesquisa sobre
 a empresa. Vá ao site institucional, faça pesquisas usando
 mecanismos de busca, leia revistas da especialidade e converse
 com pessoas que trabalham ou já trabalharam lá.

4. Qual foi a decisão mais difícil que tomou até hoje?
O que é pretendido com esta questão, é que os candidatos 
sejam capazes de identificar uma situação em que tenham 
sido confrontados  com um problema ou dúvida, e que
 tenham sido capazes de analisar alternativas e conseqüências 
e decidir da melhor forma.

5. O que procura num emprego?
As hipóteses de resposta são várias: desenvolvimento 
profissional e pessoal, desafios, envolvimento, participação 
num projeto ou organização de sucesso, contribuição para o 
sucesso da sua empresa, etc.

6. Você é capaz de trabalhar sob pressão e com prazos definidos?
Um "não" a esta pergunta pode destruir por completo as suas hipóteses 
de ser o candidato escolhido, demonstre-se capaz de trabalhar 
por prazos  e dê exemplos de situações vividas em trabalhos anteriores.

7. Dê-nos um motivo para o escolhermos em vez dos outros candidatos.
Esta é sempre das perguntas mais complicadas mas o que se espera é que o
 candidato saiba "vender" o seu produto. Isto é, deverá focar-se nas suas
 capacidades e valorizar o seu perfil como o mais adequado para aquela 
função e a forma como poderá trazer benefícios e lucros para a empresa.

8. O que você faz no seu tempo livre?
Seja sincero, mas sobretudo lembre-se que os seus hobbies e ocupações
 demonstram não só a capacidade de gerir o seu tempo, preocupações
 com o seu desenvolvimento pessoal e facilidade no relacionamento
 interpessoal.

9. Quais são as suas maiores qualidades?
Aponte aquelas características universalmente relacionadas com um 
bom profissional: proatividade, empenho, responsabilidade, entusiasmo, 
criatividade, persistência, dedicação, iniciativa, e competência.

10. E pontos negativos/defeitos?
Naturalmente que a resposta não poderá ser muito negativa, pois serão 
poucas as hipóteses para um profissional que diga ser desorganizado,
 desmotivado ou pouco cumpridor dos seus horários. 

Assim, o truque é responder partindo daquilo que normalmente é considerado uma qualidade mas agravando-o de forma a parecer um "defeito". Ou seja, exigente demais, perfeccionista, muito auto-crítico, persistente demais, etc.

11. Que avaliação faz da sua última (ou atual) experiência profissional?
Não se queixe e, em caso algum, critique a empresa e respectivos colaboradores.
 Diga sempre alguma coisa positiva, ou o ambiente de trabalho ou o produto/
serviço da empresa. Se começar a apontar defeitos ao seu emprego anterior 
correrá o risco de o entrevistador achar que o mesmo pode acontecer no
 futuro relativamente aquela empresa.

12. Até hoje, quais foram as experiências profissionais que lhe deram
 maior satisfação?
Seja qual for a sua escolha, justifique bem os motivos. Tente mencionar
 as mais  recentes e que sejam mais adequadas aos seus objetivos profissionais.

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